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Como o aumento do valor do frete dos correios impacta o seu e-commerce

Redação Nação Digital

O e-commerce brasileiro vem mantendo seus índices positivos. Pesquisas apontam que já são mais de 22 mil lojas online ativas no Brasil, que devem alcançar um volume de mais 220 milhões de pedidos e um faturamento de R$ 69 bilhões em 2018.

Uma das principais formas de entrega dos milhares de produtos vendidos – e a única que alcança todos os municípios brasileiros – são os Correios. Segundo pesquisa da ABCOM, 80% dos empreendedores do país dependem da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Quando observamos estes dados, compreendemos o porquê da notícia do novo aumento do valor dos Correios, a partir de seis de março de 2018, foi tão perturbadora.

Entenda o aumento do valor dos correios

De acordo com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, o aumento médio nos valores de encomendas enviadas será de 8% para os objetos postados entre capitais e nas esferas locais e estaduais. Este volume, de acordo com a estatal, representa a grande maioria das postagens realizadas nos Correios.

Porém, ainda de acordo com os Correios esta porcentagem pode sofrer variações conforme a região de entrega. A exemplo do que aconteceu durante o ajuste anual ocorrido no ano de 2017, anunciado em abril daquele ano, quando os preços das tarifas foi elevado em 7,49% sobre a argumentação de compensar o represamento das tarifas em anos anteriores. Onde observou-se que em algumas situações as postagens chegaram a ter seu valor acrescido em mais de 50%.

Os motivos e a questão do Rio de Janeiro

Em 2018, o roubo de cargas no país aumentou mais de 10% comparado ao mesmo período de 2017. Os alvos preferenciais são eletroeletrônicos, eletrodomésticos, perfumes e cosméticos de acordo com a Associação Nacional de Transportes Urbanos (NTU). Em 2016, foram 24.563 roubos de cargas no país, o que equivale a 67,29 roubos por dia e um prejuízo de aproximadamente R$ 1,364 bilhões. O resultado desta conta é o frete das mercadorias mais caro para lojistas e consumidores.

Algumas empresas de transporte já implantaram serviços de gerenciamento de risco, rastreamento, escolta armada e seguro. Estes itens encarecem o valor do frete. Para suportar estes custos, desde 2017, foi implementada uma taxa de emergência excepcional. Um valor extra para regiões onde o número de roubos é maior, como na região sudeste, que concentra 84,7% dos roubos de cargas do país. A cobrança média nestas empresas é de R$ 10,00 por cada tração de até 100 quilos e 0,3 a 1% em cima do valor da nota fiscal.

Seguindo o mesmo caminho das transportadoras privadas, os Correios definiram que as encomendas enviadas para o Rio de Janeiro também terão aumento. Sob elas incidirão, além do aumento médio de 8%, uma taxa de R$ 3,00 por pacote. A justificativa: o aumento da violência no Estado.

Uma pesquisa feita pelo jornal o Globo mostrou que a cada sete minutos uma encomenda é roubada ou furtada no Estado do Rio de Janeiro, em 2017 foram registrados 62.577 casos.

O posicionamento do setor de e-commerce

Este aumento pode afetar o varejo online em todo o país, incluindo pequenos e médios empreendedores, que deverão repassar esta conta aos consumidores.

Mercado Livre e Netshoes, dois dos maiores Marketplaces do país, já demonstraram a sua preocupação. E se uniram na campanha #FreteAbusivoNão. De acordo com estas empresas, o impacto do aumento dos valores do frete será significativo para a economia dos e-commerces, que dependem quase que exclusivamente da estatal brasileira para enviar seus produtos.

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) também já se pronunciou. Informando que abrirá uma linha de negociações com a Estatal brasileira para que os e-commerces não sejam tão comprometidos.

O posicionamento dos Correios

Os Correios ressaltam que esta é uma medida necessária. E que a parceria com o e-commerce brasileiro é de extrema importância para a empresa. Parceria que, inclusive, viabiliza a atividade de inúmeros e-commerces devido à oferta de pacotes de benefícios exclusivos para os Marketplaces brasileiros. Que incluem reduções de preço que chegam a mais de 30% no SEDEX e 13% no PAC, quando comparado aos preços à vista.

Economia e crescimento

O e-commerce é um dos setores econômicos do Brasil que vem deixando a crise para trás, e crescendo a cada ano. A primeira análise de vendas no varejo de 2018 é positiva. De acordo com o indicador de varejo da Mastercard (SpendingPulse), o início do ano trouxe um aumento de 3,6% no total de vendas quando comparado ao ano anterior.

Já a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCOM) acredita que a média de crescimento para todo o ano de 2018 será de 15%. Isto em relação a 2017 que fechou o ano com 203 milhões de pedidos. Estes números podem sofrer um baque significativo com o aumento do valor dos correios para transporte de encomendas.

Alternativas para os e-commerces

Uma pesquisa realizada em conjunto com várias entidades pela E-commerce Radar, em 2017, mostra que 48% dos consumidores querem mais opções de frete em compras online.

Além disto, o valor dos fretes é um dos maiores vilões do e-commerce brasileiro, responsável por 82% dos carrinhos abandonados. Reunimos as principais alternativas para que você não perca mais nem um pedido!

Formas de envio de pedido

Couriers: são empresas privadas de serviços de entrega de encomendas e correspondências com abrangência nacional. Do ponto de vista operacional, estas empresas são bem parecidas aos Correios. Elas alcançam várias partes do país com planos e valores diferenciados para e-commerces.

Nesta categoria, temos: Total Express, Jadlog, Direct e Transfolha. Além das empresas de transporte exclusivamente rodoviário: Jamef, Braspress e TNT.

Expresso: empresas que oferecem os serviços de entrega no mesmo dia (Same Day), próximo dia ( Next Day) e em algumas capitais como São Paulo e Rio de Janeiro em algumas horas ( Super Express). Loggi, Rapiddo,TAM, GOl, Azul, SpeedyLog, B2Log e ASAPLog são empresas desta categoria.

Especializadas: algumas empresas surgiram no mercado visando nichos específicos e se desenvolvem de acordo com os itens enviados por eles. Existem, inclusive, algumas extremamente segmentadas:

· Especialistas em entregas por bicicleta, Courrieros e a BikeCourier.
· Especialistas em Lockers, EasyPost e InPost.
· Especialistas em pontos de entrega compartilhados, Pegaki, Send4 e RetiraFácil.

Vale a pena ficar de olho nesses novos formatos de entrega de pedidos Click e Collect. Estas são opções que se mostram cada vez mais viáveis para combater as altas no valor dos Correios. Você pode saber mais sobre esta opção clicando aqui.

Aproveite e leia também nosso post sobre como abordar o frete grátis no e-commerce do jeito certo!

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